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domingo, 15 de janeiro de 2012

Jornal O Estado de SP em PDF, Domingo, 14 de Janeiro de 2012


Custo de vida no Brasil já é mais alto que nos EUA Situação apontada por dados do FMI é atípica entre os emergentes; valorização do real explica o fenômeno O custo de vida do Brasil medido em dólares...
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Custo de vida no Brasil já é mais alto que nos EUA
Situação apontada por dados do FMI é atípica entre os emergentes; valorização do real explica o fenômeno

O custo de vida do Brasil medido em dólares superou o dos EUA em 2011, segundo dados do FMI. Em uma lista de 150 países em desenvolvimento, o Brasil é praticamente o único cujo custo de vida superou o americano em 2011, informa o repórter Fernando Dantas. Com isso, ficou o mais caro entre todos os emergentes. "Tudo agora é mais vantajoso comprar nos EUA", diz um advogado que vive entre São Paulo e Nova York. O alto preço das commodities exportadas pelo Brasil e o fluxo de capitais para o País são apontados como as principais razões para a valorização do real, o fator mais importante para explicar o motivo de a economia do País ter encarecido dessa maneira. (Págs. 1, Economia B1,B3 e B4)

MEC admite ter mudado 129 notas do Enem
Não são só dois os casos de alteração da nota de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Documento ao qual o Estado teve acesso revela que são 129 casos, informação que o MEC, ao ser questionado, confirmou. Da lista, entregue à Justiça Federal de São Paulo, consta um processo em que o estudante Michael Cerqueira de Oliveira, de 17 anos, pede vista da prova. Sua nota mudou de "anulada" para 880. (Págs. 1 e Vida A22)

Navio que afundou tinha 53 brasileiros a bordo
O navio Costa Concordia, com mais de 4 mil pessoas a bordo, naufragou na costa italiana na noite de anteontem. São pelo menos 3 mortos e 70 desaparecidos. Havia 53 brasileiros, nenhum deles de feriu. (Págs. 1 e Internacional A13)

"Havia pânico; os rostos estavam desolados"
Repórter do Estado relata por mensagens de celular o desespero das pessoas a bordo do navio. (Págs. 1 e Internacional A13)

Ás vésperas da reforma, Dilma convoca ministros (Págs. 1 e Nacional A4)

Brasileiro deixa de usar 101 bi de pontos de cartões (Págs. 1 e Economia B14)

Site do "Estadão" supera 100 milhões de visitas (Págs. 1 e Economia B11)

Brahma Chellaney
Tríplice Entente na Ásia

EUA, Índia e Japão buscam construir um bloco estratégico mais amplo na Ásia, conturbada por crescentes ameaças à segurança. (Págs. 1 e Visão Global A20)

Dora Kramer
Para o que der e vier

A cúpula petista avalia que se vale a pena fazer aliança como PMDB vale também fazer com o PSD de Kassab. (Págs. 1 e Nacional AB)

Notas & Informações
Só investimento foi cortado

O governo fez com o Orçamento o contrário do que prometeu no começo de 2011. (Págs. 1 e A3)

Jornal O Globo em PDF, Domingo, 15 de Janeiro de 2012


Brasil vai facilitar visto de trabalho para estrangeiro País quer atrair europeus qualificados mas desempregados pela crise O crescente interesse de estrangeiros em vir para o Brasil, aproveitando o...
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Brasil vai facilitar visto de trabalho para estrangeiro
País quer atrair europeus qualificados mas desempregados pela crise

O crescente interesse de estrangeiros em vir para o Brasil, aproveitando o bom momento econômico do país, levou o governo a encomendar um projeto para alterar a política de imigração: a meta é flexibilizar as regras de concessão de vistos de trabalho e facilitar a entrada de profissionais qualificados. De janeiro a setembro de 2011, o governo concedeu 51 mil autorizações de trabalho para estrangeiros, 32% a mais do que em 2010. Só uma multinacional de recrutamento on-line tem cadastrados 400 mil currículos de pessoas interessadas em trabalhar no Brasil, dos quais 80 mil foram enviados ano passado. Coordenador da equipe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) que elabora a nova política, Ricardo Paes de Barros diz que a ideia é estender tapete vermelho para os europeus desempregados pela crise e estabelecer limites para a entrada de imigrantes que fogem da pobreza - como vem acontecendo com os haitianos. (Páginas 1, 3 e 4)

INSS atrasado de doméstica será anistiado
Para incentivar o patrão a regularizar a situação de empregados domésticos, o governo vai perdoar parte do recolhimento do INSS em atraso. A alíquota também cairá. (Págs. 1 e 34)

Geração Y assume comando
Criados com internet e videogames, os jovens nascidos nas décadas de 80 e 90 assumem agora cargos importantes. Em comum, um pensamento econômico próprio, que une os ideais de livre mercado e desenvolvimento. (Págs. 1 e 36)

Justiça quebra sigilo de Liga e seis escolas
A Justiça federal quebrou o sigilo bancário e fiscal de Liesa e de seis escolas de samba do Grupo Especial, que têm bicheiros como patronos. Eles são acusados de usar o desfile para lavar dinheiro. (Págs. 1 e 20)

Pontos turísticos ignoram horário de verão
Apesar de existir desde 85, o horário de verão não altera o funcionamento de pontos turísticos do Rio, que fecham antes do pôr do sol. É o caso do Forte Copacabana, que encerra o expediente às 18h. (Págs. 1 e 29)

Ancelmo Gois
Pedaço do teto do Galeão cai e abre espaço para urubu passear no aeroporto. (Págs. 1, 30 e 31)

Hitórias de Mora
Traído pelo PMDB paulista na campanha das Diretas. Ulysses reagiu e coordenou a campanha de Tancredo. (Págs. 1 e 14)

Jornal Lance em PDF, Domingo, 15 de Janeiro de 2012 - SP, RJ e MG


Apenas envio de documento separa Flu de Thiago Neves Oferta aceita gira em torno dos 7 milhões de euros (cerca de R$ 16,2 milhões) a serem quitados em oito meses pelo Tricolor O Fluminense está muito...
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Apenas envio de documento separa Flu de Thiago Neves
Oferta aceita gira em torno dos 7 milhões de euros (cerca de R$ 16,2 milhões) a serem quitados em oito meses pelo Tricolor
O Fluminense está muito próximo de anunciar o meia Thiago Neves. Após o Al Hilal (SAU) ter aceitado a proposta do Tricolor na sexta-feira, conforme noticiado pelo LANCENET!, os árabes aguardam agora o envio de uma documentação para sacramentar a negociação. Feito isso, o clube poderá fazer o anúncio. A expectativa é de que isso ocorra na segunda ou terça-feira.

O Flu vai abrir os cofres para ter o apoiador. A oferta feita gira em torno dos 7 milhões de euros (cerca de R$ 16,2 milhões) a serem quitados em oito meses. O Tricolor também pagará ao clube árabe cerca de 300 mil euros (cerca de R$ 678 mil). O valor é referente a luvas, que Thiago já teria recebido do Al Hilal até 2014. Como não cumprirá o contrato com os sauditas, o jogador teria de devolver a quantia.

Internamente, o Flamengo já admite a perda do jogador. Thiago Neves ficará nas Laranjeiras por quatro temporadas. Esta é a sua terceira passagem pelo Tricolor. As outras haviam sido em 2007 e em 2009.

Jornal Marca.BR em PDF, Domingo, 15 de Janeiro de 2012 - RJ e SP


Omissão da diretoria agrava crise: Ronaldinho pode não viajar para Bolívia: Rio - Enquanto a diretoria do Flamengo parece totalmente concentrada nas novelas de contratações que, pelo menos até o momento,...
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Omissão da diretoria agrava crise: Ronaldinho pode não viajar para Bolívia:
Rio - Enquanto a diretoria do Flamengo parece totalmente concentrada nas novelas de contratações que, pelo menos até o momento, terminaram em fracasso, a omissão em relação ao elenco que faz puxada pré-temporada em Londrina parece ter tirado de vez a paciência dos jogadores. A insatisfação não passa apenas pelo grupo. Vanderlei Luxemburgo é dos mais irritados. O único dirigente que acompanha a delegação, o diretor executivo de futebol, Luiz Augusto Veloso, recusa-se a dar entrevistas. Sem ninguém da diretoria para se posicionar perante os jogadores, a crise se agrava a cada dia.

Os motivos dos problemas são muitos. Se a diretoria ainda se esforça para conseguir R$ 6,8 milhões para concretizar o pagamento da primeira parcela por Thiago Neves, mesmo com as notícias de que o meia já está acertado com o Fluminense, os jogadores que estão na pré-temporada se perguntam qual é o esforço que está sendo feito para quitar direitos de imagem e luvas em atraso. Mas não há ninguém com poder de decisão para responder a pergunta em Londrina. Caso mais grave é o de Ronaldinho Gaúcho, que não recebe 75% do seu salário, que deveria ser pago pela Traffic, há cinco meses, uma dívida que chega a R$ 3,75 milhões.

Normalmente de sorriso fácil, o camisa 10 não vem mostrando os dentes nos últimos treinamentos, tampouco ensaiando dancinhas. Canta músicas com parceiros no elenco ironizando a situação. Luxemburgo ouve, não gosta, mas pouco pode fazer a respeito por saber que a cobrança tem motivo. Em entrevista ao iG, o empresário de Ronaldinho, Assis disse não querer acirrar a polêmica, mas reconheceu que a situação é complicada. A crítica à demora na solução do impasse com a Traffic foi inevitável.

“Isso já dura um ano, até agora não assinaram esse contrato e o Ronaldinho está sem receber a maior parte do salário há cinco meses. Não houve ainda qualquer ação de marketing, qualquer planejamento nesse sentido, simplesmente porque não conseguem resolver essa situação. O que posso dizer é que não podemos esperar mais um ano. É preciso que alguém defina isso”, afirmou Assis que, indagado sobre a possibilidade de Ronaldinho não embarcar para o período de adaptação em Sucre, na segunda-feira, se esquivou.

“Não posso responder isso agora, me ligue na segunda-feira”.

O contrato entre Flamengo e Traffic era para ter sido assinado no último dia 9, o que não aconteceu. Apenas na quarta-feira, o vice jurídico Rafael de Piro enviou o documento revisado à empresa, com “observações pontuais”. Segundo de Piro, não seriam necessárias novas alterações e o caso deveria estar resolvido na sexta-feira, o que também não ocorreu. A próxima segunda-feira parece ser o dia decisivo para encerrar o problema ou tornar a situação ainda mais drástica. O Flamengo deverá fazer um treino em São Paulo, embarcando em seguida para Santa Cruz de la Sierra. Caso o contrato não seja assinado, a possibilidade de Ronaldinho não embarcar para a cidade boliviana já causa temor em membros da comissão técnica.

Para piorar o quadro, a insatisfação com o vice de finanças Michel Levy cresce rapidamente. Em vez de apontar uma solução para os direitos de imagem e luvas atrasados, chamou os jogadores de marqueteiros. Luxemburgo não gostou, tomou a frente e defendeu o elenco, mas se viu sem respaldo da presidente Patricia Amorim, a quem também tentou proteger. O técnico não esconde a preocupação com a falta de reforços – até o momento só foram apresentados Magal e Itamar – e o pior é que, com o desfecho negativo das novelas por Vagner Love e provavelmente também por Thiago Neves, é a ausência de opções do mesmo nível para contratar.

Sobre o caso de Neves, Levy também vem sendo criticado internamente por ter deixado para negociar com os árabes só em dezembro, sendo que o clube, em vez de cumprir o que fora acordado no empréstimo do jogador, perdeu o prazo para prioridade de compra e resolveu alterar o parcelamento, o que desagradou o Al Hilal. A segunda-feira também parece ser decisiva no caso. O Fluminense pode fazer o anúncio oficial da contratação do meia. Na Gávea, ainda há fé de que o depósito de R$ 6,8 milhões garantirá a permanência de Thiago Neves. É o dia em que se saberá se a crise será amenizada ou se tornará insustentável.

Jornal O Dia em PDF, Domingo, 15 de Janeiro de 2012


Céu e inferno no PAC Condomínios populares mudam hábitos em favelas pacificadas e, no Complexo de Manguinhos, são dominados pelo tráfico, que já tomou 12 apartamentos Rio - A entrega das chaves dos apartamentos...
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Céu e inferno no PAC
Condomínios populares mudam hábitos em favelas pacificadas e, no Complexo de Manguinhos, são dominados pelo tráfico, que já tomou 12 apartamentos
Rio - A entrega das chaves dos apartamentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Rio, mudou a vida de milhares de moradores de favelas cariocas. Durante duas semanas, equipe de O DIA frequentou os condomínios do PAC em Manguinhos, Alemão e Rocinha. Nos dois últimos, pacificados, a casa própria já provocou mudança de hábitos. Em Manguinhos, no entanto, o sonho durou pouco. ‘Donos’ do território, traficantes expulsaram os proprietários: pelo menos 12 imóveis já foram tomados.

A investida de criminosos sobre os imóveis do PAC em Manguinhos também alcançou as vias legais. Através de ameaças feitas a recenseadores contratados pelo estado, integrantes do bando liderado por um dos chefes do tráfico na região, Marcelo Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, conseguiram ganhar apartamentos no condomínio.

Como se fossem moradores de bem, eles conseguiram incluir seus nomes no censo realizado para identificar quem deveria receber os imóveis. O relatório serviu de base para selecionar quem participaria do sorteio das unidades.

Indiferentes às regras de uso descritas no contrato de concessão assinado com o governo, alguns instalaram grades nos corredores dos prédios, restringindo o acesso. Segundo moradores, na maioria dos casos, elas servem de barreiras para impedir a aproximação de desconhecidos a imóveis dos traficantes.

À espera da pacificação

A Casa Civil do governo do estado admitiu ter conhecimento da ação dos traficantes no condomínio do PAC em Manguinhos. E reconheceu a gravidade da situação na região que deverá receber a próxima UPP

“As denúncias foram encaminhadas à Secretaria de Segurança e à Procuradoria-Geral do Estado, que poderá pedir a retomada desses imóveis”, informou a coordenadora do trabalho social do PAC no Rio, Ruth Jurberg. “Mas, hoje, o que podemos fazer, em segurança, é aguardar a pacificação da comunidade”.

Moradia que serve como depósito de drogas e armas

Construídos para servir exclusivamente de moradia, apartamentos do PAC em Manguinhos estão sendo usados até mesmo como depósito de drogas. Traficantes também guardam armas nos imóveis, que ainda servem de ponto de preparação da droga vendida na boca de fumo mantida nos fundos do condomínio.

Durante o período em que O DIA frequentou o condomínio do PAC em Manguinhos, foi possível constatar que, no local, imóveis foram transformados em lojas, igrejas e até em bares que contam, inclusive, com máquinas caça-níqueis.

O negócio também é explorado pelo tráfico, que cobra R$ 150 de taxa para permitir o funcionamento do comércio. Bailes funk promovidos frequentemente na área comum do condomínio servem para reforçar a receita com a venda de drogas.

Desesperados, moradores que vivem como reféns do tráfico pedem socorro. “A paz ainda não chegou para os moradores do PAC de Manguinhos. Continuamos vivendo com medo”, desabafou morador que, temendo sofrer represálias, pediu para não ser identificado.

Fartos da vida sob domínio de bandidos, alguns moradores estão alugando e até vendendo os apartamentos, o que é proibido. O aluguel custa R$ 300. Na venda, o preço médio dos imóveis é de R$ 30 mil.

Traficante tem chave de cinco imóveis

Acuados por traficantes, moradores dos prédios do PAC em Manguinhos contam as horas para a pacificação. Segundo eles, a UPP é a única maneira de parar Marcelo Piloto e seus comparsas. Audacioso, Piloto seria dono de, pelo menos, cinco imóveis no condomínio Embratel, contam vizinhos. Alguns estariam sendo ocupados por namoradas do bandido, visto com frequência circulando pelo local.

Refugiado na favela Mandela, no Complexo de Manguinhos, Piloto já morou num de seus imóveis no bloco 8. Mas em abril de 2011, após operação da PM para tentar prendê-lo, foi obrigado a se mudar.

No apartamento 108, o bandido havia construído varanda, com portas e grades de aço. No interior do imóvel com teto rebaixado, móveis de luxo e até uma TV de LCD de 42 polegadas. Os PMs também encontraram quatro chaves que seriam de imóveis que pertenceriam a Piloto no mesmo condomínio.